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Reunião 2 - Reconhecimento do terreno




Olá pessoal,
Na última quinta-feira do 2º Período, dia 25 de Março de 2010, nós, os Olive’s, acompanhados do nosso professor de área (Prof. João Ramalho) reunimo-nos com Dra. Patricia Folgado e com a nossa tutora, Sra. Arq. Teresa Chambel, na nossa escola, no sentido de lhes dar a conhecer o espaço do recinto escolar onde pretendemos intervir, bem como para discutirmos alguns assuntos, os quais serão abordados mais à frente.

(…)

Após a chegada da tutora científica; nós, o professor João Ramalho e a tutora dirigimo-nos ao Jardim de Cheiros. Este, como já foi avanço noutras mensagens deste mesmo blogue corresponde à concretização de um projecto levado a cabo por um grupo – Actos – do passado ano lectivo, o qual infelizmente não tem tido a manutenção desejada.
Neste local, o professor, descreveu todo o local, citando os objectivos desse mesmo grupo aquando da construção daquele jardim. Por sua vez a tutora lamentou que tal espaço estivesse tão subaproveitado.

(…)

De seguida, deslocámo-nos para o local onde gostaríamos de construir o nosso jardim. A visita a este espaço permitiu dar a conhece-lo à nossa tutora Teresa Chambel, ficando assim com a percepção da extensão e declive do espaço em causa.
Com base nalgumas imagens, imprimidas para o efeito, indicámos os locais onde pretendemos colocar as diferentes infra-estruturas.

Uma vez que o tempo estava um pouco inconstante, decidimos deslocarmo-nos para uma sala (departamento de Biologia, Pavilhão A3A), após nos acomodarmos começámos a falar sobre o jardim em si.
Começamos a discutir o pormenor da passadeira, a qual nos pareceu que se poderia tornar pouco confortável para as pessoas portadoras de deficiências motoras e que se tenham de deslocar em cadeira de rodas, pelo que a tutora, rapidamente, identificou dois pavimentos os quais poderiam ser incluídos no nosso jardim (“Terra way” – gravilha com agregante e “PPA” – saibro com agregante), tais pavimentos não põem em causa a temática do mesmo: Jardins mediterrâneos.
Posteriormente decidimos que iríamos optar pelo “Terra way”, uma vez que este pode ser iluminado durante os períodos nocturnos, o que permite aumentar o embelezamento e inovação deste mesmo espaço e por outro lado, oferece aos alunos desse horário outra atracção, a qual se torna exclusiva para este conjunto de alunos uma vez que são os únicos a usufruir deste mesmo jardim durante esse período da noite.

De seguida abordámos a questão da rampa; uma vez que esta se situava numa zona demasiado íngreme o seu declive ultrapassava o estipulado por lei.
Em conjunto com a tutora vimos as possibilidades existentes no nosso jardim:
• Colocação de mecanismo de elevação, semelhante aos existentes em alguns edifícios públicos;
OU
• Escolha de outro local para a rampa.
Após uma ponderação os Olive’s decidiram desenhar uma nova rampa, abdicando em parte de algum componente de design em benefício de todos, uma vez que nestas condições todas as pessoas podem usufruir deste mesmo espaço, não ficando assim encurraladas no piso térreo.

Por outro lado, discutimos sobre o local do lago, em virtude da colocação da horta, após uma longa conversa foi decidido que o local do banco passaria a ser o do lago, pelo que se teria de redesenhar o banco do jardim.

(…)

Por fim, a nossa tutora recomendou que lêssemos um livro de Fernando Caruncho chamado: “Mirrors of Paradise”, este livro é uma colectânea de diversos trabalhos deste mesmo senhor, o qual executa diversos jardins com o mesmo tema do nosso.
Por outro lado, a nossa tutora deu-nos a conhecer conceitos como xerojardinagem e apresentou-nos o trabalho realizado no Parque Nacinal, o qual se relaciona com a contenção de terras.

Dando por terminada a reunião, houve ainda tempo para a nossa tutora visitar a exposição dos trabalhos de Área Projecto, que decorria naquele mesmo dia na nossa escola.

OLIVE!

Reunião 1 - Tutora Científica



Olá pessoal,


Na sexta-feira,

dia 19 de Março de 2010, os Olive’s, acompanhados pelo professor de Área de Projecto (prof. João Ramalho) reuniram-se com Sra. Dra.Patrícia Folgado e com a Sra. Gabriela

Henriques, no sentido de conhecermos a nossa tutora científica, Sra. Arq.Teresa

Chambel, licenciada em Arquitectura Paisagística, sendo a actual presidente da Associação Portuguesa de Jardins e Sítios Históricos (http://www.jardinshistoricos.pt).


No início da reunião apresentámo-nos e começámos a falar sobre o nosso projecto. Feita a introdução, expusemos o tema principal da reunião: esclarecimento de dúvidas sobre o nosso projecto, uma vez que a nossa tutora já estava informada acerca dos aspectos mais gerais do nosso projecto.


A nossa principal dúvida, prendia-se com a forma como poderíamos conciliar a nossa ideia inicial e principal, da construção de um jardim moderno e funcional, com a ideia sugerida pelo Departamento de Edução da Câmara Municipal de Odivelas de inclusão de uma horta biológica (com o intuito de despertar para o tema das hortas urbanas). A nossa tutora informou-nos que actualmente existem jardins que juntam num mesmo espaço diferentes tipos de plantas que nunca esperaríamos encontrar, nomeadamente plantas hortícolas e plantas aromáticas. Um exemplo claro desta técnica é o Château de Villandry (http://www.chateauvillandry.com).


(...)


Por outro lado, abordámos algumas questões relacionadas com a segurança e conforto de pessoas com incapacidades físicas, nomeadamente visuais e motoras, pois a nossa escola inclui pessoas com ambas as incapacidades, pelo que, tendo em conta que queremos construir um jardim tão funcional e moderno, teremos de prestar atenção a estes casos, igualmente importantes.

A Arq. Teresa alertou-nos ainda, para três situações importantes:

· O jardim não deverá ser demasiado extenso, pois quando isto acontece, por vezes os invisuais sentem-se algo perdidos, com falta de pontos de referência;

· Os canteiros deverão ser elevados para que todas a pessoas possam tocar nas plantas, sentir o seu cheiro (se tiver), etc;

· A passadeira escolhida para ser implementada no percurso do jardim, embora esteticamente agradável, poderia tornar-se pouco confortável para quem utiliza cadeiras de rodas, pelo que nos aconselhou a alterar o pavimento (doloroso depois de tantas horas empregues a desenha-lo, mas para melhor muda-se sempre, não é?).


(...)


Uma outra dúvida nossa prendia-se com a manutenção do jardim, pois não queremos que este se venha a tornar num “pasto”. A nossa tutora informou que actualmente existem maneiras que visam a sustentabilidade do jardim, tornando-o quase independente da acção do Homem.

Por exemplo, aquando da construção do jardim poder-se-á colocar uma tela no chão, por baixo da casca, que só tem aberturas nas zonas pretendidas, ou seja, onde queremos plantar algo. Esta tela vai impedir que outras plantas se desenvolvam, uma vez que impede que os raios de sol cheguem ao solo: não permitindo que estas realizem a fotossíntese, impede-se a sua proliferação, sendo assim um eficiente meio de controlo de ervas daninhas e pestes.


(...)


Por fim, outro ponto que interessa destacar é o facto de termos sido informados da xerojardinagem.

Os Olive’s agradecem à nossa tutora científica, a Arq. Teresa Chambel as ideias fornecidas para o nosso Jardim Mediterrâneo, as quais farão alargar os nossos horizontes, incluindo deste modo modificações e/ou alterações de pormenores do nosso jardim.

As alterações, ao nível da maqueta serão apresentadas no mais curto espaço de tempo, para que possam acompanhar a nossa evolução em primeira-mão.


OLIVE!

Reunião com a Câmara de Odivelas

Boas tardes; caros seguidores,

No dia 4 de Fevereiro, os Olive’s reuniram-se com a Dr.ª Patrícia Folgado e com a Dr.ª Gabriela Henriques, no CRAP (não, não é inglês, e significa Centro de Recursos e Animação Pedagógica) para discutir alguns aspectos relacionados com o concurso ICI (

Imagina a Ciência, Cria Cultura e Inova a Educação Aqui), da Câmara Municipal de Odivelas.

Durante a reunião o grupo constatou que teria de escolher entre duas modalidades de participação: Atelier ou Grupo Temático.

Existe uma diferença significativa entre as duas vertentes: a primeira consiste em realizar algumas actividades pedagógicas a turmas do 1º Ciclo.

A segunda modalidade engloba também a primeira, incluindo uma apresentação do seu projecto a um júri, constituído por pessoas de diferentes áreas. Por outro lado, o nosso tema geral, terá que se relacionar com os temas do concurso: «Ciência», «2010: o ano da Biodiversidade» e no «Centenário da República Portuguesa».

Nesta fase, o grupo terá ainda direito a um tutor científico (este poderá ser de uma qualquer área), o qual ajudará o grupo na obtenção dos resultados desejados.

Após a reunião, o grupo reuniu-se no sentido de escolher a categoria em que iria participar. Uma vez que, mesmo só participando como atelier, a câmara não teria verbas que permitissem assegurar a compra do material necessário para apresentação às crianças, o grupo decidiu optar pela segunda possibilidade: grupo temático; escolhendo um tutor na área do urbanismo (e arquitectura paisagística).

Por outro lado, optámos por esta categoria, pois a inclusão do tutor científico eleva a qualidade dos trabalhos ao nível das justificações e concepção da maqueta (e posterior construção do jardim), o que é importantíssimo, não só para apresentação de um projecto de qualidade, mas também para que possamos interiorizar o trabalho que estamos a realizar de outra forma.


OLIVE!